Este BLOG será nosso Portfólio da Disciplina de "Didática: Avaliação dos processos de Aprendizagem", que é ministrada pela Professora Jussara, do IPA. Este espaço está aberto para contribuições... Estaremos disponibilizando materiais sobre avaliação, proporcionaremos discussões sobre as práticas avaliativas (...). Será uma espaço tri-legal de dialogo e aprendizagem! Colaborem!!! Elisandro, Luiz Carlos, Marcia e Saraí - Pedagogia da turma 42

Sunday, October 29, 2006

Acho que as pessoas poderiam regir a alguns textos que postamos aqui!!! Caso contrário, ficrá meio pobre nosso portfólio!!!

Vamos lá gente! Interação!!!

Saturday, October 21, 2006

Uma pedagogia do Contágio
Elisandro Rodrigues[1]

“-Eis meu segredo – disse a raposa.
-É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
-O essencial é invisível aos olhos – repetiu o principezinho, a fim de lembrar (...)
-Os homens esqueceram esta verdade – disse a raposa. – Mas tu não a deves esquecer.”[2]

Contágio, segundo o dicionário Aurélio é, transmissão de doença por contato imediato e mediato, e contagiar é transmitir por contágio; pegar doença por contágio. Hoffmann[3] quando aborda a Pedagogia do Contágio, acredito que quer dizer isso, fazer com que os professores e educadores fiquem doentes, que peguem a doença. Mas que doença?A doença de uma educação que seja transformadora, humanizadora acima de tudo. Ao tratar deste tema referindo-se a avaliação e processos de avaliação fica claro que ela quer nos mostrar um outro viés de avaliação, a avaliação formativa e mediadora, que emancipa, e que está preocupa com o aprender: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver junto, a prender a ser. Avaliar respeitando os tempos e espaços do educando.É necessário um contágio do prazer em ensinar, e do prazer em aprender, como ela diz citando Fernandez, “a tarefa do professor, para além de ensinar, é a de abrir espaços para aprender, onde se dêem, simultaneamente, a construção de conhecimentos e a construção de si mesmo, como sujeito criativo e pensante”. É preciso quebrar com a lógica que devemos aprender para ser melhor que o outro, ou simplesmente para passar de ano, de série. Avaliar esta aprendizagem, não quer ter por objetivo ver se os alunos aprenderam, mas sim se perguntar como criar aprendizagens que sejam prazerosas e se este aprendizado, que esta sendo ensinado, é construtor de emancipação do educando enquanto sujeito de direito.O ato avaliativo deve ser humanizador, e não desumanizador, “Práticas avaliativas autoritárias são minas espalhadas por nossas escolas. Detonam a toda a hora e mutilam o desejo de aprender de crianças e jovens. Despertam sentimentos de opressão, de insegurança, de injustiça, de exclusão pelas sentenças de fracasso escolar. Não é este o sentido da avaliação. (...) No lugar de minas, que se enterrem esperanças1”Este caminho de descobrir e de se contagiar não se faz sozinhos, já sabemos, como diz um dito popular, “andorinha sozinha não faz verão”, é necessário caminharmos com outros que pensam como nós, e devemos praticar essas ações pensadas, compartilhar prática, e compartilhar teoria também. Todos os processos de mudança que são significativos para a humanidade, acontecem em coletivos.É preciso respeitar os espaços e tempos, é preciso avaliar com sensibilidade, com justiça, valorizando as diferenças de desejar e de aprender, os tempos de cada educando. É preciso ensinar com prazer, reapaixonar os alunos, reencantar a educação. E este processo depende muito dos atuais educadores, professores que estão em formação nos cursos superiores. O que será da nova geração de professores se não houver um reencantamento por uma educação libertadora e promotora da dignidade e da esperança em aprender a Ser-Humano no mundo e com o mundo.A Raposa, no livro do Pequeno Príncipe, deixa claro que os homens, e as mulheres, esqueceram a verdade, que o essencial é invisível aos olhos, que só se vê bem com o coração. Os nossos corações vêem uma educação liberdadora, uma educação onde as práticas avaliativas e pedagógicas sejam fontes de prazer, de vida, de vontade de construir mundos. Práticas que fazem o sonho de uma escola diferente, de uma escola voltada aos espaços e tempos dos alunos e alunas. “Proponho, sobretudo, resgatar cada aluno e cada professor do coletivo da escola, transformando-os em indivíduos de direitos. Direito ao afeto, direito ao dialogo, direito a convivência, direito ao respeito de ser o que é no seu tempo de ser, sobretudo, de ter a oportunidade de aprender todos os dias enquanto viver.”(Hoffmann, 2005) Proponho também lembramos do que a raposa nos disse, “Mas tu não a deves esquecer”.Vamos nos lembrar e adoecer outras mulheres e homens, contagiar com a proposta de uma educação transformadora e libertadora.

Referencias Bibliográficas:
HOFFMANN, Jussara. O jogo do contrário em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2005.
SOSA, Edgardo. O Essencial é invisível aos olhos: reflexões a partir do O Pequeno Príncipe, São Paulo: Paulinas, 2001.

[1] Elisandro Rodrigues, é acadêmico de Pedagogia, cursando o 4° semestre. Participa de um projeto de Pesquisa intitulado “Democratização na escola: construção do conhecimento e inclusão”, do Centro Universitário Metodista IPA.
[2] Ver Bibliografia utilizada.
[3] Este texto nasce a partir da leitura de alguns capítulos do livro de Jussara Hoffmann, “O jogo do Contrário em avaliação”, que motivou a escrever sobre avaliar, cuidar, e ver o que é invisível aos nossos olhos.

Wednesday, October 18, 2006

A PROFE É UM SUCESSO
Além da escola e do método de avaliação,
procure saber mais também sobre o professor
http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/,
16 de outubro de 2006.
Por JOANA SARAIVA

Não basta um amplo pátio, laboratórios de ciências, salas confortáveis, computadores e uma boa proposta pedagógica. A estrutura da escola pode ser nota 10, mas o que garante a qualidade do ensino que o seu filho recebe é a competência do professor. Responsável por lidar com 20, 25, 30 crianças na sala de aula, o professor tem mais do que a missão de fazê-los ouvir e obedecer. O papel de mediador do processo de aprendizagem há muito superou as antigas normas da disciplina rígida, e a cartilha escolar com conteúdos estanques e fragmentados foi substituída por um planejamento de aula que busca respeitar o ritmo da turma e transmitir saberes de forma integrada, relacionando conteúdos e mostrando a utilidade do conhecimento na vida dos alunos. A tarefa não é nada fácil. Para dar conta do recado, uma série de qualidades é exigida do professor. Estar sempre em formação, fazendo cursos, participando de seminários, se atualizando, lendo, é um dos pontos fundamentais para o bom trabalho, e essa postura deve ser estimulada e valorizada pela escola. Questionar a instituição sobre a carga horária do profissional também ajuda a avaliar se ele terá tempo suficiente para preparar boas aulas, corrigir trabalhos, participar de reuniões pedagógicas e ainda estudar. Além disso, a experiência em sala de aula conta pontos, pois dá ao profissional mais segurança para lidar com as situações do cotidiano. Mas o primeiro passo é perguntar onde ele se formou. - Saber que universidade cursou, se vem de uma instituição reconhecida, é revelador do tipo de professor que há diante de você - afirma Dante Donatelli, filósofo e educador com especialização na Sorbonne, na França. Outro ponto importante a ser analisado, conforme Maria Inês Corte Vitória, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), é a capacidade de estabelecer um vínculo afetivo com os alunos. - Criar uma relação em que o aluno gosta do professor é importante, sem deixar de exercer a autoridade de professor, mas estimulando o diálogo - explica Maria Inês. Conhecer quem estaria à frente da turma foi um fator decisivo quando a psicóloga Jaqueline Mânica, 39 anos, escolheu uma escola para a filha Gabriela. Hoje, Gabriela está na 4ª série e o filho mais novo, José Otávio, sete, cursa a 1ª no mesmo colégio. - Professor tem que ter boa formação, ser dedicado e gostar do que faz. A cada ano que entra, converso com a nova professora, porque acho que o papel do professor, ao lado do da família, é fundamental no desenvolvimento das crianças - explica. ( joana.saraiva@zerohora.com.br )
Do que é que eles gostam?

Todo dia, Dinah Quefada Beck entra na sala de aula às 13h30min e, até as 17h55min, tem a responsabilidade de ajudar na formação de 30 alunos de 2ª série. O preparo para a função começou no Ensino Médio, com o curso de Magistério, seguiu no 3º grau, com a graduação em Pedagogia, e recebeu reforço no mestrado na área de Educação. Aos 28 anos, a professora prepara-se agora para a seleção do doutorado na mesma área. - Ser professor exige pesquisa, atualização, aprimoramento constante, e é assim que pretendo seguir a minha carreira - explica. O doutorado qualificará a professora a lecionar para alunos de Ensino Superior - e Dinah pretende fazer isso. Mas nem pensa em deixar de dar aula para os "pequenos": - Gosto de estar no meio das crianças, trabalhando junto com elas, aprendo muito.O carinho é recíproco. Convidados a escrever mensagens para a professora, os 30 alunos da 2ª série cobriram o quadro-negro de frases como "Eu amo a profe Dinah" e "Profe Dinah, nós te adoramos". - Procuro organizar regras com eles desde o início do ano e busco perceber o que já sabem e pelo que se interessam mais. Só transmitir uma informação é enfadonho.


SAIBA MAIS
Nome: Dinah Quefada Beck
Idade: 28 anos
Formação: magistério na escola Santa Joana D'Arc, graduação em Pedagogia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Experiência: além dos estágios obrigatórios dos cursos, lecionou por dois anos em uma escola municipal de Rio Grande e pelo mesmo período na Furg, dando aulas de metodologia de ensino em diversos cursos de licenciatura
Alunos: uma turma de 2ª série com 30 crianças
Carga horária: 25 horas semanais, sendo 20 em sala de aula e outras cinco em reuniões pedagógicas (técnicas e de planejamento).
Reserva parte das manhãs para preparar aulas e corrigir trabalhos e provas
Plano de estudos: está se preparando para a seleção do curso de doutorado em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)



Postado por Saraí F. Brixner Borges

Sunday, October 15, 2006

"A avaliação poderia ser compreendida como uma crítica do percurso de uma ação, seja ela curta, seja prolongada. Enquanto o planejamento dimensiona o que se vai construir, a avaliação subsidia essa construção, porque fundamenta novas decisões. (...) A avaliação será, então, um sistema de crítica do próprio projeto que elaboramos e estamos desejando levar adiante. (...) um ato amoroso, um ato de cuidado, pelo qual todos verificam como estão criando seu bebê e como podem trabalhar para que ele cresça."
Publicação: Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992Páginas: 115-125


Acho que o trecho por mim selecionado, até dispensa comentários, mas ressalto a forma como se posiciona quando afirma que a avaliação é um ato amoroso e de cuidado e que deve servir para o crescimento. Quantas vezes e em quantas escolas a avaliação é assim encarada?

Postado por - Márcia Beatris Broc - 15/10/2006

E ai pessoal, estava navegando na internet olhando algumas coisas e acabei encontrando este artigo super legal sobre avaliação na educação infantil. Segue o artigo, o site que foi retirado é: http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/avaliacaoformativa.htm

Abraços a todas e todos

Elisandro Rodrigues

____________________________________________

Avaliação formativa na Educação Infantil

Maria Solange Portela Santarém

Maricélia Silva da Cruz


RESUMO: Este artigo tem por finalidade refletir sobre o processo de avaliação na Educação Infantil. Apresenta uma explanação inicial a respeito do significado de avaliação, conforme a visão dos autores e autoras consultados. Verificamos como o processo formal de avaliação é desenvolvido na escola, de acordo com as orientações da LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação - Nº 9.394 de 1996. Investigamos quais as metodologias mais adequadas para acompanhar o desenvolvimento global da criança e oportunizar a todos envolvidos/as, a reflexão e transformação na sua prática pedagógica, levando-os a pensar e repensar na sua postura avaliativa. Sugerimos ainda alguns modelos de avaliação, que podem ser trabalhados na instituição responsável pela educação de crianças pequenas.


PALAVRAS - CHAVE: Avaliação Formativa. Educação Infantil. Portifólio.


INTRODUÇÃO


Brincar com a criança não é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mas triste ainda é vê-los enfileirados em salas sem ar, com atividades estéreis sem importância alguma para a formação humana.Drumonnd
Partindo do pressuposto, que o trabalho educativo deve estar voltado para o desenvolvimento integral dos indivíduos, mediante a melhoria da compreensão do meio em que vivem, maiores percepções de si mesmo, elevação sócio cultural das suas condições de vida e desenvolvimento de valores próprios de uma sociedade em mudança, enfocaremos a avaliação formativa como instrumento mediador da ação pedagógico-educativo podendo-se através desta, diagnosticar, investigar informações que viabilizam o rendimento desta ação.Na medida em que tudo que avaliamos não é visível a olho nu, isto quer dizer, que avaliar vai além de olharmos para crianças como seres meramente observados, ou seja, a intenção pedagógica avaliativa dará condições para o professor ou professora criar objetivos e planejar atividades adequadas, dando assim um real ponto de partida para esta observação, torna-se claro a necessidade de se construir conhecimentos e reflexão por parte de professores educadores acerca do processo avaliativo formal na Educação Infantil.Este trabalho oportunizará aos interessados e participantes do curso de Psicopedagogia, reflexões sobre o processo de avaliação formal na Educação Infantil, propondo formas e metodologias avaliativas, que efetivamente contribuam para o desenvolvimento global da criança, bem como explicitar as etapas ou desenvolvimento de uma metodologia avaliativa, que particularmente consideramos fundamentais: o Portfólio. Esta reflexão está fundamentada nas contribuições de HOFFMANN (2002), KRAMER (1989) e no documento oficial do Ministério da Educação: o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998). A abordagem teórica baseia-se na perspectiva construtivista de avaliação, na medida em que a ação avaliativa exerce uma função dialógica e interativa, promovendo os seres no aspecto moral e intelectual. De acordo com as leituras realizadas, a avaliação se destina a obter informações e subsídios capazes de favorecer o desenvolvimento das crianças e ampliação de seus conhecimentos. Nesse sentido, avaliar não é apenas medir, comparar ou julgar. Muito mais do que isso, a avaliação apresenta uma importância social e política fundamental no fazer educativo. Explicitaremos as várias visões a respeito da avaliação com vistas a compreendermos melhor este processo.As investigações de HOFFMANN (1998), sobre avaliação sugerem fortemente que a contribuição entre o discurso e a prática de alguns educadores e educadoras, principalmente - a ação classificatória e autoria - exercida pela maioria, encontra explicação na concepção de avaliação do educador/a, reflexo de sua estória de vida como aluno/a e professor/a.Para KRAMER (1989), comumente, não só na Educação Infantil, mas também nos demais níveis do sistema escolar, os avaliados são única e exclusivamente os alunos e alunas. Mas é preciso analisar criticamente essa prática, pois o fato de os alunos/as serem o único "objeto" da avaliação revela a estrutura de poder e autoridade da grande maioria das instituições escolares. É necessário que a "clássica" forma de avaliar, buscando os ''erros'' e os "culpados", seja substituída por uma dinâmica de avaliação capaz de trazer elementos de crítica e transformação ativa para o trabalho. Nesse sentido, todos são objetos e sujeitos de avaliação: professores/as, equipe de orientação, supervisão e direção, crianças e pais.Ainda nesta linha, o documento oficial do MEC, preconiza no Referencial Curricular de Educação Infantil, que a diversidade de práticas pedagógicas que caracterizam o universo da Educação Infantil reflete diferentes concepções quanto ao sentido e funções atribuídas ao movimento no cotidiano das creches, pré-escolas, instituições afins. Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na seção II, referente à Educação Infantil, artigo 31, preconiza que: "(...) a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". A esse respeito, julgamos oportuno as considerações de HOFFMANN (2002), quando afirma que:Quem procura um médico está em busca de pelo menos duas coisas, um diagnóstico e um remédio para seus males. Imagine sair do consultório segurando nas mãos, em vez da receita, um boletim. Estado geral de saúde nota seis, e ponto final. Doente nenhum se contentaria com isso. E os alunos que recebem apenas uma nota no final de um bimestre, será que não se sentem igualmente insatisfeitos? Se a escola existe para ensinar, de que vale uma avaliação que só confirma "a doença", sem identificá-la ou mostrar sua cura? Assim como o médico, que ouve o relato de sintomas, examina o doente e analisa radiografias, você também tem a disposição diversos recursos que podem ajudar a diagnosticar problemas de sua turma. É preciso, no entanto, prescrever o remédio. "A avaliação escolar, hoje, só faz sentido se tiver o intuito de buscar caminhos para a melhor aprendizagem''. ( p. 27). Adotam-se ainda práticas na Educação Infantil que possuem um entendimento equivocado da avaliação nessa etapa da educação, o que vem gerando sérios problemas, com conseqüências preocupantes. A mais grave é a existência das chamadas classes de alfabetização que conferem à Educação Infantil o caráter de terminalidade. São classes que atendem crianças a partir de seis anos, retendo-as até que estejam alfabetizadas. As crianças que freqüentam essas classes não ingressam na primeira série do ensino fundamental, até que tenham atingindo os padrões desejáveis de aprendizagem da leitura e escrita. A essas crianças tem sido vedado, assim, o direito constitucional de serem matriculadas na primeira série do ensino fundamental aos sete anos de idade. A avaliação nessa etapa deve ser processual e destinada a auxiliar o processo de aprendizagem, fortalecendo a auto-estima das crianças. No que se refere às crianças, a avaliação deve permitir que elas acompanhem suas conquistas, suas dificuldades e suas possibilidades ao longo de seu processo de aprendizagem. Para que isso ocorra, o professor deve compartilhar com elas aquelas observações que sinalizam seus avanços e suas possibilidades de superação das dificuldades. São várias as situações cotidianas nas quais isso já ocorre, como por exemplo, quando o professor diz: "Olhe que bom você já está conseguindo se servir sozinho", ou quando torna observável para as crianças o que elas sabiam fazer quando chegaram na instituição com o que sabem até aquele momento. Nessas situações, o retorno para as crianças se dá de forma contextualizada, o que fortalece a função formativa que deve ser atribuída à avaliação.Não é de hoje que existe esse modelo de avaliação formativa. A diferença é que ele é visto como o melhor caminho para garantir a evolução de todos os alunos uma espécie de passo a frente em relação à avaliação conhecida como somativa. Um exemplo de mudança é o seguinte, o professor deixa de ser aquele que passa informações e começa a preparar para que elabore seus próprios conhecimentos no seu dia-a-dia. A avaliação formativa não tem como pressuposto a punição ou premiação. Ela prevê que as crianças possuem ritmos e processos de aprendizagem diferentes. No desenvolvimento da criança, envolve as habilidades de ordem física, afetivo, sexual, cognitiva, ética, estética, de relação intra e interpessoal. Constitui ainda suporte fundamental para que a criança possa fazer a ''leitura do mundo'', ressaltando a expressão corporal como uma forma de interação social. Assim, no espaço da Educação Infantil, a escola deve oportunizar-lhe um ambiente físico e social onde se sinta acolhida e segura para enfrentar desafios; à medida que tais desafios se ampliam, possibilitam-lhe aumentar o conhecimento de si mesma, dos outros e do meio em que vive, ao mesmo tempo em que contribuem para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como: autonomia, criatividade, expressividade e solidariedade.PIAGET (1989), destacou, entre outros, o aspecto cinético, referente a expressividade e a mobilidade próprias das crianças: saltar, pular, correr, escorregar, rolar, dramatizar, dançar, contar... Assim, um grupo disciplinado não é aquele em que todos se mantenham quietos e calados, mas aquele em que os vários participantes se encontram envolvidos e mobilizados pelas atividades propostas.Considerando os aspectos citados, que se vê a importância de uma avaliação contínua, onde valorize todos os aspectos do desenvolvimento da criança, em especial na ''Educação Infantil ". Daí destacamos o Portfólio como uma alternativa para uma avaliação formativa, numa perspectiva de progressão de aprendizagem, que abre novas possibilidades de estímulo à reflexão e ao desenvolvimento das habilidades dos alunos, aspectos que, raramente são possíveis da avaliação formal.


DOSSIÊS, PORTFÓLIOS E RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO


Para avaliar, é preciso ter a sensação de que as coisas valem.Eu não poderia avaliar, bem se sabe, algo do qual não esperasse nada. O ato de avaliação implica, deste modo, uma relação não indiferente com o mundo, pois capaz de responder, ou não, a expectativas valorizadas. Foi o que denominamos impossível indiferença. (HADJI, 1994, p.190)
Portfólio, dossiê, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem, no sentido básico, à organização de uma coletânea de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o professor/professora, os próprios alunos/as e as famílias uma visão evolutiva do processo. Embora não tenha sido possível localizar um conceito apropriado do termo Portfólio, adotamos o significado que os professores e professoras de Educação Infantil utilizam na sua prática pedagógica, que diz respeito ao registro de trajetória da aprendizagem do aluno/a que se dar através da seleção, ordenação de documentos por ele/a produzidos, ou documentos externos, como fotos, reportagens, textos, que de algum modo contribuíram com o percurso de sua aprendizagem, colocando em evidência seu patamar de desempenho, as hipóteses que levantou e se os fins que alcançou foram realmente os propostos no inicio do trabalho. É importante que a cada dia, seja feito pelo menos um registro, pois isso possibilita ao professor/a e ao aluno/a um retrato dos passos percorridos na construção das aprendizagens. Essa forma de registrar diariamente a caminhada do aluno/a tem o objetivo de mostrar a importância de cada aula, de cada passo, como uma situação de aprendizagem.É uma valorização de todas as etapas, todo o processo de busca, indagação, elaboração de hipóteses na resolução das situações-problema apresentadas. Com isso é possível perceber em que nível do processo o aluno se encontra, ao mesmo tempo em que permite ao professor ressignificar continuamente sua prática pedagógica. A organização de um dossiê ou Portfólio torna-se significativo pelas intenções de quem o organiza. Não há sentido em coletar trabalhos dos alunos e alunas para mostrá-los aos pais/mães somente como instrumento burocrático. Ele precisa constituir-se em um conjunto de dados que expresse avanços, mudanças conceituais, novos jeitos de pensar e de fazer, alusivos à progressão do estudante.Percebendo a ação avaliativa em sua complexidade, HOFFMANN (2002) aponta alguns pontos referenciais estabelecidos como indicadores de aprendizagem, como em primeiro lugar, o diálogo entre professor e aluno, necessário ao repensar das hipóteses, à reformulação de alternativas de solução. Por outro lado, dinamizam a reflexão do professor e professora sobre seus próprios posicionamentos metodológicos, na elaboração de questões e na análise de respostas dos alunos/as. Portanto, é a partir da análise de situações vividas pelos professores e professoras no seu cotidiano, através da expressão e manifestação de suas dúvidas e análises, que podemos estar verificando a prática na avaliação formativa. Diante de diversas modalidades de avaliação surgiu um interesse de conhecer e ainda verificar o processo formal de avaliação formativa, e como é aplicado na Educação Infantil, acompanhado o desenvolvimento da criança.


AVALIANDO A AVALIAÇÃO NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL


Borboletinha, ta na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha. Poti, Poti, perna de pau, olho de vidro nariz de pica-pau.(Parlenda Infantil)
Após o trabalho relativo ao desenvolvimento das leituras, selecionamos uma Escola de Educação Infantil, no município de Porto Velho, da rede particular para realizarmos as investigações no intuito de analisarmos as aproximações e distanciamentos na relação teoria e prática. De acordo com a direção da referida escola, a referência pedagógica adotada é a concepção construtivista. Foi feita uma amostragem a partir da colaboração de três docentes, mediante a aplicação de questionários, de onde foi possível verificar as suas idéias a respeito do processo avaliativo.Observamos no decorrer das investigações que os professores/as afirmam ser necessária a prática de avaliar seus alunos e alunas. Estão avaliando as crianças de forma contínua e sistemática, porque para elas a avaliação é a fonte de coleta de informações a respeito do desenvolvimento global do educando no que se refere à sua socialização e aprendizagem. Avaliar, nesta perspectiva significa realizar ações, tais como: organizando, fazendo análises mais precisas sobre sua evolução, comparando tarefas, estabelecendo relações entre respostas apresentadas antes e depois, percebendo os erros que se repetem, bem como a transição das concepções prévias para os conhecimentos científicos.Verificamos que as professoras colaboradoras deste estudo conhecem e trabalham com Portfólios, para elas: "são instrumentos mediadores importantes para o acompanhamento de uma criança de uma etapa para outra, atuam na sua rotina de trabalho como mediadores de um trabalho interdisciplinar".Com relação, a prática pedagógica, ficou claro, que todas as professoras da escola investigada, preocupam-se em avaliar-se, tais como prestando atenção nos alunos e alunas, registrando, pontos interessantes, fazendo observações que o chama atenção, seu comportamento, se está avançando, de acordo com seus objetivos traçados, respeitando o ritmo de cada um, a professora deverá ter presente a consciência da relação existente entre seu trabalho e o desenvolvimento de seus alunos e alunas.Destacamos ainda, que há uma busca constante, por parte do corpo docente de um modelo de avaliação que efetivamente corresponda às atividades propostas em seu planejamento, que ao mesmo tempo se constitua tanto como uma forma de avaliar os alunos, mas também possibilite meios para avaliação do trabalho da professora. Verificamos ainda, conforme os relatos da pesquisa que as professoras têm muito claro que na prática, a avaliação deve permitir às crianças que elas acompanhem suas conquistas, suas dificuldades e suas possibilidades ao longo de seu processo de aprendizagem. Para que isso ocorra, a professora deve compartilhar com elas aquelas observações que sinalizam seus avanços e suas possibilidades de superação das dificuldades. Mostrar por exemplo, o que elas sabiam fazer quando chegaram na instituição com o que sabem até aquele momento. Nessas situações, o retorno para as crianças se dá de forma contextualizada, o que fortalece a função formativa que deve ser atribuída à avaliação.Constatamos pelo que foi exposto, que a avaliação para se constituir como um instrumento voltado para reorientar a prática educativa, e nesse sentido, reafirmamos as falas das professoras de que a mesma deve se dar de forma sistemática e contínua, tendo como objetivo principal à melhoria da ação educativa. Os pais e mães, também, têm o direito de acompanhar o processo de aprendizagem de suas crianças, se inteirando dos avanços e conquistas, compreendendo os objetivos e as ações desenvolvidas pela instituição.O que analisamos na escola em pauta, infelizmente nem sempre acontece em outras instituições de Educação Infantil, cuja concepção privilegia o processo e não o produto. É comum se deixar para avaliar a criança apenas por ocasião do seu ingresso na 1ª série. Entendemos que não se pode deixar para "avaliar" ou "verificar" se as crianças estão preparadas para ingressarem na primeira série do ensino fundamental, quando estiverem com seis anos de idade nas chamadas "classes de alfabetização", é quando se pergunta o que foi feito com essas crianças da Educação Infantil? Que memória a escola tem de suas avaliações? Não podemos perder de vista que a LDB - Lei de Diretrizes e Bases - Nº 9394/96 em seu art. 30 inciso II, preconiza que: "A educação infantil será oferecida em (...) e pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade". Questionamos, se não há nenhum tipo de análise de como a criança chega na instituição, como se comporta no decorrer dos dias, meses no que avançou, o que ficou mais complicado de compreender, de desenvolver, de criar, de experimentar, como fica sua leitura de mundo, como fica os avanços no que diz respeito à aprendizagem da leitura e escrita?No entanto, ainda perguntamos: não será de grande contribuição está registrando diariamente todos os aspectos acima citados, através da avaliação formativa, particularmente mediante o uso do Portfólio, para então se verificar o desenvolvimento global da criança?Temos conhecimento que há muitas perguntas a serem respondidas, como por exemplo: como fica a escola que ao longo da Educação Infantil avalia valorizando o processo e que ao se deparar com o ensino fundamental modifica completamente este modelo de avaliação, exigindo apenas a nota e, negando desta forma os aspectos qualitativos da avaliação expressos na legislação educacional?Finalmente, podemos relatar que são muitas as alternativas possíveis para acompanhar a progressão da criança, relacionando-a em diferentes aspectos de sua realidade física e social, resgatando as raízes culturais de seu meio e de outros. Fica o desafio e o comprometimento de construirmos conhecimentos que efetivamente ajudem as crianças da Educação Infantil a avançarem um pouco mais em relação ao ponto em que se encontram. Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo, brincando ao redor do caminho daquele menino (3 )...


NOTAS EXPLICATIVAS
3 - Fragmento da música: Força Estranha. Roberto Carlos e Caetano Veloso. 1984. Som Livre. São Paulo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL.MEC - 1998. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Conhecimento de Mundo. Volume 3.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. N.º 9.394, de 1996. Disposições Constitucionais, Lei nº 9.424, de 24 de Dezembro de 1996. Brasília, DF, 1998.
FORÇA ESTRANHA. Caetano Veloso & Roberto Carlos. CD Coletânea 3. Faixa 8, nº 52274-2. Som Livre, 1984.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover. 2. ed. Porto Alegre: Editora Mediação, 2002__________________ . Avaliação Mediadora: educação e realidade. 17. ed. Porto Alegre: Editora Mediação, 1998.
__________________ . Avaliar para ensinar, não para dar nota. In: A Revista do Professor Nova Escola, nº 159 jan/fev, 2003. p. 27.
KRAMER, Sônia. Com a pré - escola nas mãos: uma alternativa curricular para a Educação Infantil. São Paulo: Ática, 1989

Thursday, October 05, 2006



PROVA DE BIOLOGIA

Pra quem acha que as PROVAS tradicionais tem de ser precisas, exatas... Temos aí ao lado (humoristicamente) um exemplo que sempre a interpretação deve ser relevada na "avaliação"...

A resposta tá certa ou não?!?

# por Luiz C. Selbach

Monday, October 02, 2006

ACUDAM....

O QUE É MESMO PORTFOLIO????

Por Luiz Carlos Selbach - Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Portfolio - a enciclopédia livre.
Um portfólio é uma lista de trabalhos de um profissional ou empresa.


ORIGEM DA PALAVRA
No italiano moderno a palavra tornou-se “portafoglio” e no inglês “portfolio”. É curioso o fato de em português utilizarmos “portfólio” ou “portifólio” ao invés de “porta-fólio”, que é o correto e o mais natural na latinização moderna da palavra. Enfim, a expressão “portfólio” é claramente ligada ao anglicismo, com o aportuguesamento caracterizado pela inclusão do acento na letra “o” pois se trata de uma paroxítona terminada em ditongo oral. Você pode usar "portfolio" e "porta-fólio" e deve evitar portifólio.

PORTFÓLIO NA EDUCAÇÃO
O portfólio consiste, na sua essência, de uma pasta individual, onde são colecionados os trabalhos realizados pelo aluno, no decorrer dos seus estudos de uma disciplina, de um curso, ou mesmo durante alguns anos, como ao longo de um ciclo de estudos. Gardner (1995) o define como um local para colecionar todos os passos percorridos pelo aluno ao longo da trajetória de sua aprendizagem.

A coletânea de trabalhos, provas, exercícios, contidos na pasta individual, permite construir, entre outras coisas, o perfil acadêmico do aluno, refletindo o ritmo e a direção de seu crescimento, os temas de seu interesse, suas dificuldades e o potencial a ser desenvolvido.

Além de sua própria produção acadêmica, o aluno é incentivado a colecionar, no portfólio o registro de suas reflexões e impressões sobre a disciplina ou curso, opiniões, dúvidas, dificuldades, reações aos conteúdos e aos textos indicados, às técnicas de ensino, sentimentos, situações vividas nas relações interpessoais e outros aspectos. No momento devido, todo esse material colecionado poderá oferecer subsídios para a avaliação do aluno, do professor, dos conteúdos e das metodologias de ensino, assim como para estimar o impacto da disciplina, curso ou programa educacional.

Os dados e impressões devem ser registrados diariamente, o que imprime à coletânea de documentos contidos no portfólio um significado muito mais amplo e realista, do que as informações que resultam de avaliações pontuais realizadas em situação de exame. De fato, as anotações diárias, que poderíamos chamar de "o diário do aluno", fornecem uma imagem em movimento contínuo, identificando o percurso caminhado. Além disso, a ordem cronológica da produção aponta o ritmo e o sentido do desenvolvimento, enquanto as provas constituem a expressão de um momento, a imagem estática de um instante da vida acadêmica.

Esse sentido dinâmico do portfólio levou Gardner (1995) a propor que sua denominação fosse substituída para "processo-fólio". Sem adotar a sugestão do autor, consideramos o portfólio o instrumento que mais se adequa, tanto ao princípio da avaliação como um processo contínuo, como ao princípio da avaliação integral.

Por possuir um lado pouco formal, o portfólio pode incluir notas alternativas, comentários e reflexões que permitem resgatar e comparar o caminho da aprendizagem, identificar os bloqueios, os obstáculos vencidos, as formas utilizadas para enfrentar e superar as dificuldades.

Observe-se que a análise do portfólio deve considerar a coletânea de dados como um todo, e a perspectiva do aluno que está no centro do processo, fazendo predominar as funções diagnóstica e formativa, e abandonando a concepção de avaliação quantitativa, ligada a padrões pré-definidos, muitas vezes construídos para justificar práticas seletivas e mecanismos de exclusão.

Nessa perspectiva, percebe-se que a avaliação por meio do portfólio está em perfeita consonância com princípios da abordagem Construtivista, tais como: o conhecimento é construído; a construção do conhecimento se efetiva por meio de experiência vivida pelo próprio aluno; o contexto cultural e social em que a experiência se processa é que determina a forma como o conhecimento é construído.

Na visão construtivista, o conhecimento construído reflete a realidade da perspectiva do aluno que o construiu, ou seja, o conhecimento provém da atividade do aprendiz e tem se construído em relação com a sua ação e sua experiência do mundo (Clancey, 1991). Temos então que, se os alunos ocupam diferentes contextos, os saberes por eles construídos resultam de processos de aprendizagem diferentes. Sendo assim, não haveria conhecimento homogêneo e, portanto, a avaliação não pode se basear em padrões pré-estabelecidos.

Ficou implícito na análise das características do portfólio como um "diário do aluno", que este é por excelência um instrumento de avaliação continuada. O registro diário dá um sentido cronológico às anotações que, desse modo, propiciam acompanhar e avaliar continuamente o sentido de desenvolvimento do aluno - uma operação das mais problemáticas quando se trata do ensino presencial, e crucial quando se trata do ensino à distância.

Em muitas escolas do Brasil se utiliza o Processo Fólio, onde o professor pede para os alunos resumirem todos os assuntos dodo na unidade, no semestre ou mesmo no ano.

Segue um Artigo de uma amiga Pedagoga de Santa Catarina sobre Avaliação. Boa Leitura

Elisandro


UM OLHAR SOBRE A AVALIAÇÃO JUNTO AS CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS


Eliziane Felipe
Renata Terezinha Lemos de Andrade
Gilmara da Silva


Resumo
O presente documento é resultado de uma pesquisa científica realizada na disciplina de Prática de Ensino do curso de Pedagogia. Esta pesquisa visa colaborar com os educadores em sua prática pedagógica no que diz respeito à avaliação das crianças de 0 a 3 anos. Este tema surgiu da necessidade de se verificar a importância de avaliar as crianças nesta faixa etária, já que durante o nosso período de observação em campo de estágio, percebeu-se que a prática dos profissionais eram diversificadas em relação ao assunto. Essa percepção destacou-se na observação junto aos professores durante as conversas informais e na escassa documentação sobre a forma de avaliar as crianças durante o processo pedagógico. A abordagem metodológica deste tema deu-se por meio de dois caminhos que percorrem a perspectiva da abordagem de pesquisa qualitativa: a pesquisa bibliográfica e a realização de questionários desenvolvidos com os pais e professores das crianças do Centro de Educação Infantil. O resultado das análises demonstrou que os pais não tem conhecimento da avaliação de seus filhos, e que os professores não vêem a avaliação como sendo algo que deve fazer parte do processo de aprendizagem. A intervenção que realizamos possibilitou aos educadores que refletissem sobre sua prática pedagógica, percebendo que a avaliação é parte constituinte do processo pedagógico tornando-se peça fundamental para o desenvolvimento das crianças.
Palavras Chaves: Avaliação na Educação Infantil, Processo pedagógico, Educação Infantil
Introdução
Discutir a avaliação em Educação Infantil tornou-se constante entre os docentes já que a avaliação é inerente à educação, pois um professor que não se avalia, ou que não avalia sua prática com o objetivo de qualificá-la, tem a tendência de cair na rotina, deixando de promover uma educação significativa.
Portanto, é necessário ver a avaliação da aprendizagem como um instrumento capaz de proporcionar momentos significativos durante a trajetória do educador e do educando, sempre de forma interativa, acreditando que estes podem aprender juntos, ensinar juntos e promover melhorias no processo educativo, também de forma coletiva.
Acreditamos que o professor tem a tarefa de acompanhar e questionar o aluno durante as atividades pedagógicas ou durante a rotina diária, pois quaisquer destes momentos podem e devem ser avaliados.
Considerando os aspectos citados acima, esta pesquisa pretendeu ressaltar a importância de avaliar as crianças de 0 a 3 anos não só no que diz respeito ao seu desenvolvimento, mas também considerar todo o seu contexto cultural e social, bem como, a prática do professor.
Para fundamentar esta pesquisa foram utilizados pressupostos teóricos de autores com vasta experiência na avaliação em educação infantil. Consultamos livros, textos, e cadernos especializados no assunto que contribuíram para a elaboração deste artigo, que abordará em seu desenvolvimento assuntos relevantes no que diz respeito à avaliação de crianças de 0 a 3 anos, a importância do registro para realizá-la e a importância de constar fundamentos teóricos no Projeto Político Pedagógico da instituição para subsidiar a prática pedagógica dos professores.
Esta pesquisa desenvolveu-se em um Centro de Educação Infantil, localizado no município de Itajaí, sendo que as crianças envolvidas na pesquisa freqüentam esta instituição em período integral e estão na faixa etária de 3 anos. Quanto a formação da professora que atua neste grupo, é pedagoga e pós-graduada na área de Educação Infantil, esta atua na área há cinco anos.
A pesquisa teve um caráter qualitativo, ou seja, possui sua especificidade, estuda o comportamento humano, tornando-se uma ciência com metodologia própria. A investigação qualitativa em educação, tem como objetivo, intervir em uma ação insatisfatória, visando a mudança de algumas conclusões possíveis de se transformarem.
Ao realizar esta forma de pesquisa é necessário delimitar e reformular o problema, para isto é importante conhecer bem todos os dados, pois é a partir deste conhecimento que o pesquisador irá elaborar a melhor forma de trabalhar.


DESENVOLVIMENTO


Esta pesquisa teve início no 2o semestre de 2004, no 6o período do curso de Pedagogia, na qual fomos a campo observar as atividades educativas promovidas em um Centro de Educação Infantil do Município de Itajaí. Estas observações foram sustentadas por um protocolo de observação e registros, que nos permitiu identificar a problemática, que seria pesquisada posteriormente.
Identificada a problemática fomos em busca de aportes teóricos para fundamentar nossa pesquisa e então dar início a construção do projeto.
Para que pudéssemos ter um conhecimento mais científico foi necessário consultar alguns autores especializados em avaliação e em outros assuntos também relevantes à educação. Dentre eles estão PERRENOUD (1999), PAIS e MONTEIRO (1996), SPODECK e SARACHO (1998), OSTETTO (2000), MACHADO (2003), HAYDT (1988 e 1992), SANTANA (1993), VYGOTSKY (1992) e GALLARDINI (1996). Entre estes autores citados acima, com certeza, HOFFMAN (1995, 1998 e 2002) foi quem nos deu a maior contribuição e esclarecimentos sobre o assunto. E ainda não podemos deixar de citar o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998) que também nos serviu como fonte de pesquisa.
Baseadas nestes autores, percebemos que a avaliação na Educação Infantil deve contribuir efetivamente para o desenvolvimento global da criança. Destinando-se a obter informações e subsídios que sejam capazes de favorecer este desenvolvimento e ampliação de seus conhecimentos. Neste sentido avaliar não é simplesmente medir, comparar ou julgar. Mais do que isso, a avaliação apresenta uma importância social e política, fundamental no fazer educativo.
Diante disto, já no 1o semestre de 2005, 7o período, fomos novamente a campo. Desta vez, para coletar alguns dados referentes ao tema em questão. Para fazer esta coleta entregamos aos pais e professores das crianças de 0 a 3 anos questionários diferenciados, afim de saber qual o entendimento que estes tinham sobre o assunto.
Além destes questionários, para coletar dados suficientes para desenvolver a pesquisa, realizamos algumas observações que foram registradas em um novo protocolo que foi dividido por categorias com indicadores específicos para orientar as análises posteriores.
Tendo em mãos todas estas informações, partimos então para a elaboração do relatório de pesquisa, no qual analisamos todos os dados à luz da teoria.
Percorridos todos estes caminhos, no 8o período, elaboramos um plano de ação que objetivou, com as atividades propostas, contribuir de alguma forma com a Unidade Escolar no que diz respeito à Avaliação das crianças de 0 a 3 anos e para responder nossas indagações, quanto: a avaliação como constituinte da ação educativa, pode revisar e reorientar o processo de ensino aprendizagem? A avaliação das crianças de 0 a 03 anos deve basear-se na constante observação e registro dos acontecimentos no ambiente educacional? E por fim, a avaliação das crianças de 0 a 03 anos pode ser estabelecida por critérios específicos e/ou coletivos ou deve ser processual e/ou individual?
Feito isto, retornamos ao campo de estágio e colocamos em prática o plano de ação. Nossa intervenção teve início no dia 24 de agosto de 2005 com a apresentação do plano de ação para a professora responsável da turma alvo da nossa prática de ensino que foram as crianças que freqüentam o Maternal II. Como diz Ostetto (2000, p.177) “[...] O planejamento marca a intencionalidade do processo educativo”. E foi justamente este o nosso objetivo, deixar claro como seriam as intervenções realizadas e o porque de cada uma delas.
Já no dia 29 de agosto de 2005 retornamos ao campo de estágio e partimos para a implementação do que havia sido planejado para a intervenção. Iniciamos fazendo uma roda de conversa afim de saber um pouco mais sobre as últimas novidades do grupo. Este momento serviu para descontrair os alunos que estavam um pouco tímidos com a nossa presença além de proporcionar um gostoso momento de troca de conhecimento sobre a vida de cada um.
Vale ressaltar que para Vygotsky (1992) [...] é por meio da aprendizagem na relação com os outros que o sujeito se apropria de conhecimentos que permitem seu desenvolvimento mental. De acordo com ele a criança nasce com funções psicológicas elementares. Com o aprendizado cultural, algumas partes dessas funções transformam-se em funções psicológicas superiores, sendo assim a consciência, o raciocínio, a memória e o planejamento que são construídos ao longo da história social do sujeito, sua relação com o mundo.
Diante disto, podemos dizer que a cultura fornece ao sujeito o universo de significações, permitindo construir a interpretação do mundo real. Aprendizado este, tão importante contido em atividades muito simples.
Após a roda de conversa apresentamos uma caixa surpresa; dentro dela havia fantoches que representavam diferentes expressões, entre elas havia as fisionomias: triste, bravo, chorando, sorrindo, envergonhado...
A atividade do dia tinha como objetivo verificar se os alunos avaliavam e ao mesmo tempo imitavam a fisionomia do fantoche escolhido por eles. Percebeu-se que a grande maioria não conseguiu identificar qual a expressão do fantoche, e também não houve a imitação por boa parte dos alunos, pois eles alegavam não saber.
Diante disto, acreditamos que grande parte dos alunos apresentam dificuldade em avaliar e representar o que os mesmos vêem, sendo que para nós enquanto acadêmicas, foi um bom meio de verificar qual a capacidade do aluno em avaliar qual a situação do objeto apresentado. Outro fator que atrapalhou o desenvolvimento da ação foi que neste dia as responsáveis pela sala não compareceram, deixando as crianças envergonhadas e até mesmo assustadas. Portanto, tivemos que acompanha-los durante toda a manhã.
Quanto a questão do erro das respostas da crianças, este fator deve ser refletido. Pois muitas vezes, o que para os educadores é considerado como erro para as crianças quase sempre é a tentativa de fazer algo, de ampliar suas possibilidades de construção do conhecimento. Desta forma, cabe ao professor que está frente à estas alternativas de solução construídas pelo aluno, encarar com a concepção do erro “construtivo como trata Jussara Hoffman (1998): “[...] O que significa considerar que o conhecimento produzido pelo educando, num dado momento de sua experiência de vida, é um conhecimento em processo de superação. (p. 67)
A criança aprimora sua maneira de pensar o mundo em que vive, à medida que se depara com novos desafios e situações e que formula e reformula suas hipóteses.
Quando a criança é desafiada ao que lhe é desconhecido, ela busca o estabelecimento de outras relações, criando uma alternativa de solução de acordo com a lógica de suas vivências anteriores, o que muitas vezes é considerado como “erro” pelo professor.
Desta forma, vale destacar que as avaliações estariam desvinculadas da concepção de verificação de respostas certas ou erradas, e teria um sentido investigativo e reflexivo do professor com relação às manifestações dos alunos. Diante destas manifestações, a ação avaliativa do professor servirá como mediação para reorganizar o saber da criança.
No dia seguinte, propomos aos alunos a montagem de um quebra-cabeça. Estes foram divididos em grupos de quatro alunos e juntos tentaram montar. Para avalia-los criamos uma ficha de avaliação que ficou fixada atrás das cadeiras dos mesmos.
Com a realização desta atividade constatamos que somente com muito estímulo e ajuda que os alunos conseguiram concluir o que havia sido proposto, comprovando então de que a intervenção é necessária para a criança progredir. Portanto, é preciso pensar que tipo de atividades podem ajudá-la, que ajudas serão dadas, que atitudes cabem tomar, que colaboração oferecer... Essa é a finalidade e o sentido principal da avaliação na Educação Infantil, que deve acontecer nesse e em outros momentos da escolaridade da criança.
Também percebeu-se com o auxílio da ficha de avaliação quem era o líder do grupo, quem tinha a iniciativa, quais crianças eram possessivas, se alguma delas apresentava sinais de agressividade e assim por diante.
Ao término, aproveitamos o momento para pedir-lhes que fizessem um desenho que mais tarde seria colocado na capa do portfólio montado por nós contendo todas as atividades que seriam desenvolvidas durante o período de estágio.
O Portfólio é uma modalidade de avaliação, que é originada do campo de arte e reúne documentos (notas pessoais, experiências de aulas, trabalhos, representações visuais, etc.) que evidencia o conhecimento que foi sendo construído e quais estratégias foram utilizadas para aprender.
Esta modalidade de avaliação é, no entanto, algo mais que apenas a reunião de trabalho ou materiais guardados em uma pasta. No portfólio é possível identificar questões relacionadas com o desenvolvimento das crianças e o modo como os professores refletem os objetivos de sua aprendizagem.
O Portfólio é caracterizado como modalidade de avaliação, não tanto pelo seu formato físico, mas sim pela situação de ensino-aprendizagem que vincula.
Hoffmann (2002) considera o Portfólio como uma metodologia avaliativa fundamental pelo fato de contribuir efetivamente para o desenvolvimento global da criança, explicitando cada etapa deste desenvolvimento. Diante desta contribuição da autora, é correto afirmar que o portfólio é uma valorização de todas as etapas, todo o processo de busca, a elaboração de hipóteses na resolução das situações – problema apresentadas. Assim, é possível perceber em que nível do processo de construção a criança está, e também, permite ao professor ressignificar constantemente sua prática pedagógica. A organização de um Portfólio torna-se significativa pelas intenções de quem organiza. Não há sentido coletar trabalhos das crianças para mostrar aos pais simplesmente como instrumento burocrático. Este precisa reunir uma série de dados que explicite avanços e mudanças conceituais relacionados ao progresso das crianças.
No dia seguinte fizemos a exposição das perguntas direcionadas aos pais e professores entregue no 7o período e deixamos a disposição um livro para a realização de perguntas e opiniões destinadas à equipe técnica da instituição.
Acreditamos que esta ação não teve muita importância para a equipe, pois a mesma não apresentou nenhum interesse em ler ou até mesmo colaborar com o que havia sido apresentado, muitas nem chegaram a perceber, o que para nós foi frustrante.
Indo mais além, as profissionais não se importaram com o resultado das questões respondidas pelos pais, o que de certa forma é um erro, pois o envolvimento entre a família e os professores pode qualificar a ação do professor.
No penúltimo dia de intervenção contamos aos alunos uma história, eles colaboraram, ficaram em silêncio e demonstrando muita ansiedade em saber o final da mesma. Após o término, entregamos massa de modelar e pedimos para que eles montassem o personagem que mais gostaram, sendo necessário que cada um fizesse uma auto-avaliação da história e do personagem que construíram.
Percebemos muita dificuldade na avaliação do que haviam ouvido e produzido, pois no desenvolver da atividade os alunos demonstraram estar habituados a receber modelos prontos, não sabendo avaliar o que produziram.
Diante disto, é correto afirmar que é fundamental para efeitos educativos, a avaliação que as crianças fazem a respeito do que aprenderam ou do que produziram. Por meio da auto-avaliação a criança tem maior, e mais ativa participação no processo de aprendizagem, pois ela tem a oportunidade de analisar seus progressos.
Vale ressaltar que a auto-avaliação também desenvolve na criança a noção de responsabilidade e atitudes criticas, pois esta prática ajuda o indivíduo a ter um conceito mais realista sobre si e seus atos, bem como seu comportamento frente a seus colegas e professor.
“[...] o professor deve incentivar a participação do aluno na avaliação do seu próprio desempenho, pois a capacidade de se auto-avaliar, como toda habilidade, é suscetível de desenvolvimento pela prática constante. E requer, também, uma certa orientação, que facilite a auto-análise e permita que ela seja mais realista. Por isso, ao iniciar os alunos na auto-avaliação, convém orienta-los [...]” (HAYDT, 1988, p. 148)
E por fim, nosso último dia de intervenção foi destinado a confecção e a organização do portfólio contendo todas as atividades e relatos do seu desenvolvimento durante as atividades. Vale ressaltar que todas as crianças ganharam este material.
Já com os resultados das intervenções iniciamos a elaboração do T.C.C. Acreditamos que este é um tema relevante à educação, já que a avaliação é parte constituinte do processo educativo e fornece ao professor dados suficientes para auxiliar as crianças no avanço de seu desenvolvimento.
População Alvo
Esta pesquisa abrangeu crianças na faixa etária de 0 a 3 anos que freqüentam um Centro de Educação Infantil localizado no município de Itajaí.
O bairro é localizado na zona urbana e apresenta um significativo desenvolvimento comercial e econômico por existirem bancos, concessionárias, postos de gasolina, restaurantes, farmácias, próximos ao CEI. Quanto a cultura, o único evento existente é a festa da igreja católica, que por sinal é a religião predominante do local.
Atualmente a instituição atende à 168 crianças de 0 a 6 anos de idade, sendo que a turma onde realizamos a intervenção possui 28 alunos. Esta instituição é mantida pela Prefeitura Municipal de Itajaí e funciona de segunda à sexta-feira, das 07:00 horas às 19:00 horas.
As crianças são recepcionadas pela agente de atividade em educação. Pela manhã as crianças tomam café, fazem a escovação e na maioria das vezes, vão para o parque. Depois almoçam, fazem a higiene e vão para a hora do “soninho”. Após este momento as crianças levantam-se fazem o lanche e tem a tarde voltada para a recreação.
Desta forma o Centro de Educação Infantil busca oferecer um trabalho de qualidade, unindo o brincar, cuidar e o educar, a fim de desenvolver a criança como um ser biopsciosocial, tornando-os cidadãos críticos, responsáveis e realizados.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Contudo pode-se dizer que a situação encontrada na instituição é um tanto quanto preocupante, pois os materiais sobre avaliação são escassos além de não existir um planejamento pedagógico por parte do professor sendo difícil a realização da sua auto-avaliação.
Diante disto considerando que o propósito da educação infantil é priorizar o desenvolvimento das crianças, torna-se impossível deixar de falar em um assunto que é inerente a educação, trata-se da avaliação.
A avaliação tem que ser entendida pela educação infantil como um conjunto de ações que auxiliam e levam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar a sua prática de acordo com as necessidades das crianças. É um elemento essencial do processo educativo, possibilitando ao professor definir objetivos para planejar suas atividades e proporcionar momentos que levem ao avanço das aprendizagens das crianças.
Confirmamos que avaliar na educação infantil deve ser um ato constante do professor, pois as crianças pequenas, principalmente as de 0 a 3 anos, desenvolvem-se mais rapidamente. No entanto, se o professor observa e avalia as ações das crianças ele é capaz de perceber se estas possuem dificuldades em algum aspecto de seu desenvolvimento, e assim pode planejar objetivos para ajudá-los a superar estas dificuldades.
Constatamos que a observação e o registro possibilitaram o acompanhamento de cada criança e de todo o grupo durante o período de intervenção, sendo possível identificar os processos vividos e os conhecimentos adquiridos pelas crianças.
Acreditamos que a avaliação poderia ser vista pela instituição investigada como um instrumento capaz de reorientar a prática educativa, dando-se de forma sistemática e contínua. É necessário também que a unidade forme nos professores esta consciência, de que a avaliação não é apenas uma obrigação legal, mais sim algo que é capaz de contribuir na melhoria de sua prática docente e no desenvolvimento das crianças.


REFERÊNCIAS


HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do Processo de ensino-aprendizagem. 1988.
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação: Mito e Desafio, Uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1995.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Encontros e encantamentos na educação infantil. Campinas: Papirus, 2000.
VYGOTSKY, L. S., LÚRIA, A. R. e LEONTIEV, A. N. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo, Ícone, 1992.

Friday, September 29, 2006

Amigos e Amigas!!!
Este blog será nosso Portifólio da Disciplina de "Didática: Avaliação dos processos de Aprendizagem", que é ministrada pela Professora Jussara, no Centro Universitário Metodista IPA. Este Blog está aberto a contribuições também, ele será admistrado pelos alunos do curso de Pedagogia da turma 42: Elisandro, Luiz Carlos, Marcia e Saraí. Queremos com este blog estar disponibilizando materiais sobre avaliação, proporcionar discussões sobre as práticas avaliativas, em síntese ser um espaço de dialogo e aprendizagem.
Por isso que começamos a postar com duas poesias de um poeta dedicado a luta por uma educação transformadora, Zé Pinto:

Educar

Educar é resgatar a cidadania
É plantar um novo dia no segredo do saber
É ver na rua, ver na terra, ver no tempo
Sorrir a todo o tempo o momento esse novo amanhecer
Do que adianta um diploma analfabeto
Se de concreto nada pude aprender
Riscar na vida um pouco de consciência
E poder plantar semente na cartilha do ABC
Ser primavera numa terra ressequida
Curar ferida com um toque de prazer
É como ver o céu brotando nos canteiros
Da poesia e da beleza do aprender
Aprender
Enxergar por entre as linhas
E entender com precisão
Cada gesto companheiro
Para o nosso aprendizado
Aprendendo a ler o mundo
Não apenas o ABC
Por que para nós; pra você
Que o sonho já está presente
Aprender a ler ao longe
Os caminhos do horizonte
Onde cristalina a fonte
Para o novo amanhecer!!!